Dia da Consciência Negra: Sequência Didática Completa com Atividades

EDUCAÇÃO INFANTIL
Compartilhe nosso post:

Sumário

Aprendendo com respeito, identidade e cultura

O Dia da Consciência Negra é uma excelente oportunidade para desenvolver, desde os primeiros anos escolares, aprendizagens relacionadas à identidade, ao respeito, à diversidade e à valorização da cultura afro-brasileira. Na alfabetização, esse trabalho pode acontecer de maneira significativa, integrando leitura, escrita, oralidade, produção de textos e conhecimentos sobre a história e a cultura do povo negro.

Mais do que trabalhar uma data específica, abordar o Dia da Consciência Negra significa criar oportunidades para que as crianças reconheçam diferentes formas de ser, viver, aprender e participar da sociedade. É também uma oportunidade para ampliar as referências presentes na sala de aula e fortalecer uma educação antirracista desde a infância.

Pensando nisso, o Conto e Movimento preparou uma sequência didática completa, pensada especialmente para a Educação Infantil e os anos iniciais do Ensino Fundamental, com propostas lúdicas e práticas que podem ser adaptadas à realidade de cada turma.

A proposta integra alfabetização, literatura, identidade, oralidade, escrita, cultura afro-brasileira e respeito às diferenças, permitindo que a criança aprenda enquanto constrói uma percepção mais positiva sobre si mesma e sobre o outro.

Por que trabalhar o Dia da Consciência Negra na alfabetização?

O trabalho com o Dia da Consciência Negra não precisa ficar restrito a uma atividade de pintura, a um desenho ou a uma apresentação realizada no mês de novembro.

A escola pode utilizar o tema como ponto de partida para ampliar o repertório cultural das crianças e criar situações reais de aprendizagem.

Na alfabetização, isso pode acontecer por meio de:

  • leitura de histórias com protagonistas negros;
  • produção de listas e palavras;
  • escrita do próprio nome;
  • rodas de conversa;
  • interpretação de textos;
  • produção de frases;
  • cantigas e parlendas;
  • pesquisas sobre personalidades negras;
  • atividades de oralidade;
  • brincadeiras e manifestações culturais;
  • produção artística;
  • construção de murais;
  • atividades de reconhecimento da identidade.

O Ministério da Educação orienta que as experiências na Educação Infantil valorizem as histórias e culturas africanas e afro-brasileiras e contribuam para o combate ao racismo e à discriminação. Também destaca a importância de ampliar as referências visuais e culturais presentes no ambiente escolar.

Por isso, uma proposta pedagógica sobre o Dia da Consciência Negra pode ir muito além de uma atividade pontual: ela pode contribuir para uma prática cotidiana de valorização da diversidade.

Um pouco sobre o Dia da Consciência Negra

O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro, data associada à memória de Zumbi dos Palmares, importante liderança do Quilombo dos Palmares.

Desde 2023, o dia 20 de novembro é feriado nacional por determinação da Lei nº 14.759/2023, que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Para as crianças pequenas, entretanto, é importante apresentar essas informações de acordo com sua faixa etária, utilizando uma linguagem simples, acolhedora e adequada ao desenvolvimento infantil.

O objetivo não é transformar a aula em uma exposição histórica complexa, mas possibilitar que os estudantes compreendam ideias fundamentais como:

  • todas as pessoas merecem respeito;
  • existem diferentes culturas e histórias;
  • a população negra faz parte da formação do Brasil;
  • pessoas negras contribuíram e continuam contribuindo para a sociedade;
  • características físicas não determinam o valor de uma pessoa;
  • todos têm direito à dignidade e à igualdade;
  • o racismo precisa ser reconhecido e combatido.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais também orientam a valorização da história e da cultura afro-brasileira e africana no processo educacional.

Objetivos da sequência didática

Objetivo geral

Promover aprendizagens relacionadas à identidade, diversidade, respeito e valorização da cultura afro-brasileira, utilizando práticas de alfabetização como leitura, escrita, oralidade e produção textual.

Objetivos específicos

Ao longo das atividades, espera-se que as crianças possam:

  • reconhecer e valorizar sua identidade;
  • respeitar diferentes características físicas e culturais;
  • ampliar o repertório literário;
  • conhecer referências negras positivas;
  • desenvolver a oralidade;
  • reconhecer letras e palavras;
  • relacionar sons e grafias;
  • produzir palavras e frases;
  • participar de situações de leitura;
  • desenvolver a autoestima;
  • compreender o significado de palavras como respeito, igualdade e liberdade;
  • conhecer manifestações da cultura afro-brasileira;
  • perceber que diferentes culturas fazem parte da história do Brasil.

Habilidades da BNCC que podem ser mobilizadas

As habilidades devem ser selecionadas de acordo com o ano escolar e com os objetivos efetivamente trabalhados pelo professor.

Entre as possibilidades para os anos iniciais estão:

  • EF01LP01: reconhecer que textos são lidos e escritos da esquerda para a direita e de cima para baixo, em diferentes suportes;
  • EF01LP02: escrever, espontaneamente ou por ditado, palavras e frases de forma alfabética;
  • EF01LP05: reconhecer o sistema de escrita alfabética como representação dos sons da fala;
  • EF01LP07: identificar fonemas e sua representação por letras;
  • EF15LP02: estabelecer expectativas em relação ao texto que será lido;
  • EF15LP03: localizar informações explícitas em textos;
  • habilidades relacionadas à oralidade, leitura, produção textual e apreciação literária.

Na Educação Infantil, a proposta pode ser articulada principalmente aos campos de experiências “O eu, o outro e o nós”, “Escuta, fala, pensamento e imaginação” e “Traços, sons, cores e formas”, sempre considerando os objetivos de aprendizagem da faixa etária. A ferramenta oficial de consulta da BNCC permite localizar competências, habilidades e objetivos de aprendizagem por etapa e faixa etária.

Para aprofundar o tema, confira também: Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na prática escolar ou tenha acesso a BNCC COMPLETA.

Sequência didática do Dia da Consciência Negra: 5 dias de atividades

A proposta a seguir pode ser desenvolvida durante uma semana, mas também pode ser adaptada para quatro dias ou ampliada para um projeto de várias semanas.

Dia 1 – Identidade, diversidade e roda de conversa

Objetivo

Conversar sobre características físicas, identidade, diferenças e semelhanças entre as pessoas.

1. Roda de conversa

Comece perguntando às crianças:

  • Como é o seu cabelo?
  • Qual é a cor da sua pele?
  • Todas as pessoas são iguais?
  • O que temos em comum?
  • O que nos torna diferentes?
  • Por que devemos respeitar as diferenças?

É importante que o professor conduza a conversa sem estabelecer um padrão de beleza ou sugerir que determinada característica seja melhor do que outra.

2. Leitura literária

Uma possibilidade é trabalhar o livro “Menina Bonita do Laço de Fita”, de Ana Maria Machado.

Antes da leitura, observe a capa com a turma e pergunte:

  • Quem aparece na história?
  • Como você imagina que ela seja?
  • Qual será o assunto do livro?
  • O que significa ser bonito?

Depois da leitura, converse sobre a personagem e sobre as características que aparecem na narrativa.

Sequência didática do Dia da Consciência Negra: 5 dias de atividades

Sequência Didática Completa – 4 Dias de Atividades

Dia 1 – Roda de conversa e leitura: O que é a Consciência Negra?

Objetivo do dia: despertar a curiosidade e iniciar o diálogo sobre identidade e respeito.

Atividades sugeridas:

  • Roda de conversa: o que é ter diferentes tons de pele e cabelos?

  • Leitura do livro “Menina Bonita do Laço de Fita” (Ana Maria Machado).

  • Conversa sobre o que torna cada pessoa especial.

  • Atividade de alfabetização:

Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita
Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita
Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita
Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita
Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita
Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita
Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita

Atividade de alfabetização

Proponha a construção coletiva de uma lista:

PALAVRAS QUE REPRESENTAM A NOSSA TURMA

RESPEITO
AMIZADE
CARINHO
ALEGRIA
IGUALDADE
AMOR
DIVERSIDADE

Depois, peça que cada criança escolha uma palavra, copie-a e faça uma ilustração.

Produção artística

Entregue folhas com o desenho de rostos ou proponha que cada criança desenhe seu próprio rosto.

Valorize diferentes:

  • tons de pele;
  • tipos de cabelo;
  • formatos de olhos;
  • características faciais.

Evite desenhos estereotipados. A própria BNCC destaca a importância de ampliar as referências sobre a cultura negra e evitar representações estereotipadas.

Dia 2 – Quem sou eu? Trabalhando identidade e autoestima

Objetivo

Reconhecer características pessoais, fortalecer a autoestima e desenvolver habilidades de leitura e escrita.

1. Meu nome

Escreva o nome de cada criança em uma ficha.

Depois, proponha:

  • circular a primeira letra;
  • contar quantas letras possui;
  • identificar a última letra;
  • encontrar colegas cujo nome começa com a mesma letra;
  • organizar alguns nomes em ordem alfabética.

2. Ditado ilustrado

Utilize palavras relacionadas ao tema:

FORTE – BONITO – ALEGRE – CORAJOSO – AMIGO – ESPECIAL – RESPEITO – AMOR

Para crianças em fase inicial de alfabetização, o professor pode apresentar imagens como apoio.

3. Complete as frases

Proponha frases simples:O professor pode atuar como escriba para as crianças que ainda não conseguem registrar a frase de maneira autônoma.

Dia da Consciência Negra - Menina Bonita do Laço de Fita

4. Mural “Quem sou eu?”

Monte um mural coletivo com:

  • nome;
  • autorretrato;
  • características;
  • uma qualidade escolhida pela criança.

Esse mural pode permanecer na sala durante todo o mês de novembro.

Dia 3 – Cultura afro-brasileira: música, dança e movimento

Objetivo

Conhecer algumas manifestações culturais afro-brasileiras e perceber a presença da cultura negra na formação da sociedade brasileira.

A cultura afro-brasileira pode ser explorada por meio de diferentes linguagens.

Entre as possibilidades estão:

  • capoeira;
  • samba;
  • maracatu;
  • jongo;
  • congada;
  • instrumentos musicais;
  • literatura;
  • culinária;
  • festas e tradições.

É importante evitar apresentar essas manifestações apenas como elementos folclóricos. O trabalho deve reconhecer sua dimensão histórica, cultural e social.

1. Pesquisa visual

Mostre imagens de instrumentos, danças, roupas, manifestações culturais e pessoas negras em diferentes profissões.

Pergunte:

  • O que você observa?
  • Que instrumentos aparecem?
  • Como as pessoas estão se movimentando?
  • Você já viu alguma dessas manifestações?
  • Onde?

2. Alfabetização com palavras da cultura

Monte um banco de palavras:

CAPOEIRA
SAMBA
MARACATU
ATABAQUE
DANÇA
MÚSICA
CULTURA
ÁFRICA

Escolha algumas palavras de acordo com o nível de alfabetização da turma.

As crianças podem:

  • separar sílabas;
  • identificar a letra inicial;
  • contar letras;
  • encontrar palavras que começam com a mesma letra;
  • copiar palavras;
  • formar palavras com letras móveis.

3. Atividade corporal

Realize uma experiência de movimento inspirada em elementos da capoeira, com atividades adequadas à idade e sem transformar a prática cultural em caricatura.

O professor pode explorar movimentos, ritmo, equilíbrio e expressão corporal.

Dia 4 – Zumbi dos Palmares, liberdade e resistência

Objetivo

Conhecer, de forma adequada à faixa etária, quem foi Zumbi dos Palmares e conversar sobre liberdade, respeito e igualdade.

Explique às crianças que Zumbi dos Palmares foi uma importante liderança do Quilombo dos Palmares e que sua história está relacionada à resistência da população negra à escravização.

Para crianças pequenas, evite excesso de detalhes sobre violência. Prefira uma abordagem que destaque conceitos como:

LIBERDADE
RESPEITO
CORAGEM
DIGNIDADE
IGUALDADE
RESISTÊNCIA

1. Leitura de texto informativo

2. Compreensão

Pergunte:

  1. Quem foi Zumbi?
  2. Onde ele viveu?
  3. O que significa liberdade?
  4. Por que precisamos respeitar todas as pessoas?
  5. Qual palavra representa melhor a mensagem do texto?

3. Atividade de alfabetização

Peça que as crianças localizem no texto as palavras:

ZUMBI – LIBERDADE – NEGRA – RESISTÊNCIA

Depois, cada criança pode escolher uma delas para copiar e ilustrar.

Dia da Consciência Negra
Dia da Consciência Negra
Dia da Consciência Negra

Dia 5 – Produção coletiva: nossa turma valoriza a diversidade

Objetivo

Retomar as aprendizagens e produzir um registro coletivo sobre respeito e diversidade.

1. Produção de frases

Construa coletivamente frases como:

TODAS AS PESSOAS MERECEM RESPEITO.

CADA PESSOA É ÚNICA E ESPECIAL.

DEVEMOS VALORIZAR AS DIFERENÇAS.

A CULTURA NEGRA FAZ PARTE DA HISTÓRIA DO BRASIL.

NÃO DEVEMOS ACEITAR O RACISMO.

Para turmas em processo inicial de alfabetização, o professor pode escrever as frases no quadro e realizar uma produção coletiva, chamando a atenção para letras, palavras, espaços e pontuação.

2. Livro coletivo

Uma proposta muito significativa é produzir o livro:

“NA NOSSA TURMA, TODAS AS PESSOAS SÃO IMPORTANTES”

Cada criança pode produzir uma página contendo:

  • seu nome;
  • autorretrato;
  • uma frase;
  • uma palavra relacionada ao respeito.

Ao final, reúna as páginas e monte um livro coletivo.

3. Exposição

Organize uma pequena exposição com:

  • autorretratos;
  • textos;
  • palavras;
  • desenhos;
  • pesquisas;
  • produções coletivas.

Convide outras turmas e as famílias para conhecer o trabalho.

4. Alfabeto da diversidade

Produza um alfabeto coletivo utilizando palavras relacionadas à cultura e à diversidade.

Por exemplo:

A – ÁFRICA
C – CULTURA
D – DIVERSIDADE
I – IGUALDADE
L – LIBERDADE
R – RESPEITO
Z – ZUMBI

Essa atividade pode ser adaptada para diferentes níveis de alfabetização.

5. Produção de frases

Apresente palavras móveis para que as crianças formem frases.

Como trabalhar o tema de forma antirracista?

Um cuidado importante é não concentrar toda a discussão sobre relações étnico-raciais apenas no mês de novembro.

O Dia da Consciência Negra pode ser um momento de intensificação de um trabalho que precisa estar presente durante todo o ano.

Algumas atitudes fazem diferença:

1. Diversifique os livros

Escolha obras que apresentem personagens negros em diferentes papéis, não apenas em histórias relacionadas à escravidão ou ao sofrimento.

2. Amplie as referências

Apresente crianças e adultos negros como:

  • professores;
  • médicos;
  • cientistas;
  • escritores;
  • artistas;
  • atletas;
  • pesquisadores;
  • engenheiros;
  • músicos;
  • profissionais de diferentes áreas.

3. Observe os materiais da sala

Analise os cartazes, livros, brinquedos, bonecos e imagens disponíveis.

As crianças encontram diferentes representações de pessoas negras no ambiente escolar?

O MEC destaca justamente a importância de que imagens, livros, brinquedos e outros elementos presentes na escola expressem a diversidade étnico-racial. Para aprofundar o tema, confira Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica: diversidade e inclusão.

4. Não reproduza estereótipos

Evite atividades que reduzam a cultura africana ou afro-brasileira a pinturas de rosto, fantasias ou representações caricatas.

Prefira trabalhar conhecimentos, histórias, pessoas, produções culturais e contribuições concretas.

5. Escute as crianças

Se surgir uma fala preconceituosa, não ignore.

A situação pode se transformar em uma oportunidade educativa para conversar sobre respeito, diferenças e direitos.

O MEC atualmente disponibiliza protocolos específicos para identificação e resposta ao racismo na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, reforçando que as escolas precisam estar preparadas para reconhecer e enfrentar situações de racismo.

Dicas para adaptar a sequência para diferentes turmas

Educação Infantil

Priorize:

  • histórias;
  • músicas;
  • imagens;
  • autorretratos;
  • brincadeiras;
  • movimentos;
  • oralidade;
  • reconhecimento do próprio nome.

1º ano

Acrescente:

  • formação de palavras;
  • letras iniciais;
  • consciência fonológica;
  • listas;
  • frases curtas;
  • leitura compartilhada.

2º ano

Amplie para:

  • pequenos textos;
  • localização de informações;
  • produção de frases;
  • interpretação;
  • pesquisa sobre personalidades negras;
  • produção de pequenos textos.

3º ao 5º ano

É possível aprofundar:

  • pesquisas;
  • biografias;
  • produção de textos;
  • leitura de textos informativos;
  • debates;
  • análise de situações de preconceito;
  • história e cultura afro-brasileira;
  • produção de cartazes e campanhas educativas.

Sugestão de avaliação

A avaliação pode acontecer durante todo o desenvolvimento da sequência.

Observe se a criança:

  • participa das rodas de conversa;
  • consegue expressar opiniões;
  • demonstra respeito às diferenças;
  • reconhece características da própria identidade;
  • amplia seu vocabulário;
  • identifica palavras relacionadas ao tema;
  • participa das situações de leitura;
  • produz palavras e frases;
  • compreende informações básicas sobre Zumbi dos Palmares;
  • reconhece manifestações da cultura afro-brasileira;
  • demonstra atitudes de cooperação e respeito.

Uma boa alternativa é utilizar uma ficha de acompanhamento, registrando avanços individuais ao longo das atividades.

Integração com outras áreas do conhecimento

O tema também permite desenvolver um trabalho interdisciplinar.

Língua Portuguesa

  • leitura;
  • escrita;
  • oralidade;
  • produção textual;
  • literatura;
  • formação de palavras.

Matemática

  • gráficos sobre características da turma;
  • contagem;
  • tabelas;
  • sequências;
  • situações-problema contextualizadas.

Arte

  • autorretratos;
  • colagens;
  • pinturas;
  • releituras de obras de artistas negros;
  • criação de painéis.

História

  • Zumbi dos Palmares;
  • Quilombo dos Palmares;
  • história da população negra no Brasil;
  • contribuições afro-brasileiras.

Geografia

  • continente africano;
  • localização;
  • diversidade dos países africanos;
  • culturas e territórios.

Educação Física

  • movimentos corporais;
  • ritmos;
  • capoeira, com abordagem cultural e pedagógica adequada.

Curiosidade importante sobre a data

Uma informação que pode ser compartilhada com os professores é que o 20 de novembro passou a ser feriado nacional em 2023, com a publicação da Lei nº 14.759. A primeira celebração como feriado nacional ocorreu em 2024.

Essa mudança reforça a importância da data no calendário brasileiro, mas o trabalho pedagógico não precisa acontecer somente no dia 20 de novembro.

A educação para as relações étnico-raciais deve fazer parte do cotidiano escolar.

Encerramento: aprender também é reconhecer e respeitar

Trabalhar o Dia da Consciência Negra na alfabetização é uma oportunidade de unir aprendizagem acadêmica e formação humana.

Quando uma criança lê uma história com um protagonista negro, escreve uma palavra relacionada ao respeito, reconhece sua própria identidade ou aprende sobre uma personalidade negra, ela está ampliando seu repertório de mundo.

Por isso, a proposta não deve se limitar a uma atividade pronta para colorir.

É possível ensinar letras, palavras, frases, leitura e escrita ao mesmo tempo em que se trabalha identidade, pertencimento, diversidade e respeito.

O Dia da Consciência Negra pode ser o ponto de partida para uma prática pedagógica que valorize diferentes histórias e diferentes sujeitos durante todo o ano letivo.

Mais do que ensinar sobre uma data, queremos ajudar nossas crianças a compreender que toda pessoa tem uma história, uma cultura, uma identidade e o direito de ser respeitada.

Se esta sequência didática foi útil para você, compartilhe com outros professores e educadores que também acreditam em uma alfabetização significativa, acolhedora e comprometida com a diversidade.

Conheça também no Conto e Movimento:

Por que trabalhar datas comemorativas em sala de aula?

Modelo de Projeto Integrador: Brincadeiras de Antigamente

Considerações finais

Uma sequência didática sobre o Dia da Consciência Negra pode transformar a sala de aula em um espaço de leitura, descoberta, diálogo e valorização das diferenças.

Para o professor alfabetizador, o tema oferece inúmeras possibilidades de trabalhar habilidades linguísticas de maneira contextualizada. Para a criança, oferece algo ainda mais importante: a oportunidade de perceber que sua história, sua aparência, sua cultura e sua identidade também merecem espaço e valorização na escola.

Que o trabalho com o Dia da Consciência Negra ajude nossas crianças não apenas a aprender a ler e escrever, mas também a ler o mundo com mais respeito, consciência e humanidade.

Um forte abraço de Eliene e Leticia!

Como trabalhar o Dia da Consciência Negra na alfabetização?

O tema pode ser trabalhado por meio de literatura infantil, rodas de conversa, atividades de leitura e escrita, produção de palavras e frases, autorretratos, pesquisas, músicas, manifestações culturais e estudos sobre personalidades negras. O ideal é integrar o tema aos objetivos de aprendizagem da turma.

O que ensinar às crianças sobre o Dia da Consciência Negra?

É possível explicar, de acordo com a idade, que a data é dedicada à reflexão sobre a história, a cultura, a identidade e a valorização da população negra. Também é importante conversar sobre respeito, igualdade e combate ao racismo.

Quem foi Zumbi dos Palmares?

Zumbi dos Palmares foi uma importante liderança do Quilombo dos Palmares e tornou-se símbolo da resistência da população negra à escravização. Sua memória está relacionada ao 20 de novembro.

Quais atividades podem ser feitas no Dia da Consciência Negra?

Entre as possibilidades estão leitura de histórias, produção de autorretratos, formação de palavras, caça-palavras, produção de frases, pesquisas sobre personalidades negras, atividades com música e movimento, produção de murais e criação de livros coletivos.

O tema deve ser trabalhado somente em novembro?

Não. O Dia da Consciência Negra pode ser utilizado como uma oportunidade para aprofundar o tema, mas a valorização da diversidade e a educação para as relações étnico-raciais devem estar presentes durante todo o ano letivo. O próprio trabalho pedagógico proposto pelo MEC enfatiza a presença contínua dessas referências e o enfrentamento ao racismo no ambiente educacional.

Compartilhe nosso post:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *