Na nossa turma, todo mundo tem lugar!
Uma criança comunica sua escolha apontando uma imagem. Outra precisa de mais tempo para organizar uma resposta. Há quem participe de uma brincadeira sentado, quem se beneficie de letras ampliadas e quem compreenda melhor uma orientação depois de observar uma demonstração. Essas situações fazem parte da diversidade presente na escola e nos convidam a pensar sobre inclusão de maneira concreta.
Construir uma turma em que todos tenham lugar envolve conhecer as crianças, escutar suas escolhas e organizar condições para que participem das aprendizagens. Esse cuidado aparece na disposição dos materiais, na forma de explicar uma atividade, nas regras das brincadeiras e nas relações entre colegas.
O projeto reúne literatura, desenho, escrita, matemática, investigação e experiências cooperativas. Os materiais do Conto e Movimento incluem atividades ilustradas, quatro cartões com mensagens, dezesseis desafios e o jogo “Juntos, conseguimos!”.
Neste artigo, você encontrará um projeto para integrar esses recursos ao cotidiano escolar. A proposta permite conversar sobre respeito e transformar as ideias da turma em ações que ampliem as possibilidades de aprender, brincar e se comunicar.
Apresentação do projeto de inclusão
O projeto pode ser desenvolvido na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental, com seleção das atividades conforme os objetivos de aprendizagem e as necessidades da turma.
As propostas de desenho, conversa, exploração de imagens e brincadeiras podem ser utilizadas na pré-escola. As atividades com leitura, escrita e operações matemáticas exigem adaptações de acordo com o percurso dos estudantes.
| Elemento | Organização sugerida |
| Público | Pré-escola e anos iniciais do Ensino Fundamental |
| Duração inicial | Duas a três semanas |
| Tema | Participação, acessibilidade, respeito e cooperação |
| Áreas e linguagens | Oralidade, leitura, escrita, arte, matemática e movimento |
| Recursos | Atividades ilustradas, cartões, desafios e jogo cooperativo |
| Avaliação | Observação, produções e registros das experiências |
O planejamento pode ser retomado durante todo o ano. As aprendizagens construídas precisam continuar presentes nas brincadeiras, nas atividades e nas decisões da escola.
O que significa inclusão no cotidiano escolar?
No contexto deste projeto, incluir significa identificar o que dificulta a participação e buscar formas de ampliar o acesso às experiências propostas.
Imagine uma atividade em que todos precisam responder rapidamente, por escrito e sem apoio. Algumas crianças podem conhecer a resposta, mas encontrar dificuldades nesse formato. Oferecer tempo, leitura da orientação ou outra possibilidade de registro permite observar melhor o que sabem.
Isso não exige que todos realizem exatamente o mesmo percurso. O professor mantém a intencionalidade pedagógica e organiza apoios que façam sentido para cada estudante.
Também é necessário reconhecer que a deficiência não define todos os interesses, conhecimentos e possibilidades de uma pessoa. Uma criança que utiliza cadeira de rodas pode gostar de histórias, futebol, pintura ou jogos de construção. Conhecê-la envolve escutar suas preferências.
Participação com autonomia
Ajudar não significa assumir automaticamente a tarefa do colega. Antes de intervir, podemos perguntar: “Você quer ajuda? Como posso ajudar?”.
Essa atitude respeita escolhas e permite que a pessoa indique o apoio de que precisa. Em situações de risco, o adulto intervém para proteger; nas demais, acompanha sem retirar desnecessariamente a iniciativa da criança.
O mesmo cuidado vale para a comunicação. Uma resposta apresentada por gesto, imagem ou recurso de comunicação precisa ser reconhecida e considerada nas decisões do grupo.
Justificativa pedagógica
A escola reúne crianças com histórias, características, conhecimentos e formas de participação diversas. Aprender a conviver nesse ambiente exige oportunidades para conhecer o outro, expressar necessidades e construir soluções coletivas.
As diferenças podem despertar curiosidade. Cabe ao professor acolher perguntas e oferecer explicações respeitosas, evitando julgamentos e exposição de informações pessoais.
O projeto articula essas conversas a situações práticas. Ao reorganizar uma roda, disponibilizar materiais ao alcance ou modificar uma regra, a turma percebe como suas decisões podem favorecer a participação.
Os materiais impressos ajudam a explorar ideias e registrar aprendizagens. Seu uso deve acompanhar experiências reais, para que o tema esteja presente nas relações e na organização do ambiente.
Objetivos do projeto de inclusão
Objetivo geral
Promover experiências de aprendizagem e convivência que valorizem a diversidade e ampliem as possibilidades de participação das crianças, com respeito às suas escolhas, necessidades e formas de expressão.
Objetivos específicos
- Reconhecer diferentes interesses e características presentes na turma.
- Expressar preferências, sentimentos e ideias.
- Desenvolver atitudes de respeito e cooperação.
- Identificar recursos que ajudam as pessoas a participar.
- Experimentar diferentes formas de comunicar uma escolha.
- Participar de brincadeiras com regras acessíveis.
- Explorar poemas, palavras e produções escritas.
- Resolver situações matemáticas com apoios adequados.
- Investigar brincadeiras conhecidas pela comunidade.
- Propor mudanças nos materiais, espaços e atividades.
- Solicitar e oferecer ajuda de maneira respeitosa.
- Reconhecer e interromper atitudes de zombaria e exclusão.
Fundamentação na BNCC
A BNCC orienta as aprendizagens essenciais da Educação Básica e vincula a formação escolar à construção de uma sociedade democrática e inclusiva. Esse compromisso oferece uma referência para planejar experiências que respeitem a diversidade e favoreçam a participação dos estudantes.
Para consultar a BNCC completa e outras possibilidades de aplicação pedagógica, vale conferir o conteúdo disponível no blog: Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na prática escolar (disponível para download gratuito) ou se preferir navegue no site oficial.
Educação Infantil
Na pré-escola, o campo de experiências “O eu, o outro e o nós” apresenta objetivos relacionados à empatia, à cooperação, à comunicação e ao respeito às diferenças.
As relações abaixo são sínteses para orientar o planejamento:
| Objetivo | Possibilidade de trabalho |
| EI03EO01 | Conversar sobre sentimentos e diferentes necessidades. |
| EI03EO02 | Incentivar iniciativas e autonomia com os apoios necessários. |
| EI03EO03 | Desenvolver experiências de participação e cooperação. |
| EI03EO04 | Ampliar oportunidades para comunicar ideias e sentimentos. |
| EI03EO05 | Valorizar características pessoais e respeitar as dos outros. |
Esses objetivos se referem às crianças de 4 anos a 5 anos e 11 meses. A seleção deve considerar as experiências oferecidas e o currículo da instituição.
Anos iniciais do Ensino Fundamental
Nos anos iniciais, o professor pode articular o tema aos objetivos de Língua Portuguesa, Matemática, Arte e Educação Física previstos para cada ano.
A leitura de poemas, a entrevista sobre brincadeiras, o registro de propostas e a resolução de operações precisam ser planejados conforme o percurso de aprendizagem dos estudantes. O mesmo material pode gerar experiências diferentes, sem exigir que toda a escola utilize uma única sequência.
Conheça os materiais do projeto
Atividades ilustradas
O conjunto de ATIVIDADES DE INCLUSÃO apresenta seis páginas:
- Minha marca na nossa turma: poema, exploração da palavra “turma”, autorretrato e registro de preferências.
- Cada um tem seu jeito: leitura, identificação de uma palavra do poema e escrita de uma atitude que favoreça a participação.
- Um caminho para todos: percurso com adições e subtrações de números pequenos.
- Um caminho para todos: versão com operações de duas ordens.
- Vamos brincar juntos?: poema e pesquisa de brincadeiras.
- Como posso participar?: associação entre situações e recursos de acessibilidade.
Cartões com mensagens
Os quatro cartões do arquivo CARDS DA INCLUSÃO apresentam mensagens para conversar e expor na sala:
- Cada pessoa tem seu jeito de aprender.
- Brincar é para todos!
- Antes de ajudar, pergunte.
- Todos têm algo a dizer.
Cada mensagem vem acompanhada de uma orientação e de uma ilustração que pode apoiar a leitura coletiva.
Cartões de desafios
O arquivo CARDS DESAFIOS DA INCLUSÃO reúne dezesseis propostas envolvendo convite para brincar, movimentos possíveis, circulação, ajuda, comunicação, tempo, escuta, desenho coletivo, organização de materiais, letras maiores, redução de barulho, pausas, demonstração, escolhas e respeito.
Os desafios podem ser distribuídos ao longo do projeto, com tempo para experimentar e conversar sobre cada ação.
Jogo cooperativo “Juntos, conseguimos!”
O material reúne um tabuleiro dividido em quatro páginas, doze fichas de situações e orientações para montagem e mediação. Um único marcador representa o grupo, que percorre trinta casas e conversa sobre formas de ampliar a participação.
Preparação do professor
Antes de começar, observe a turma e o ambiente. Quais materiais estão fora do alcance? Há passagens ocupadas por mochilas? As orientações são compreendidas? Todos encontram uma maneira de comunicar suas escolhas?
Organize papel, lápis, materiais de desenho, objetos para contagem, caixas, brinquedos e os impressos selecionados.
Converse com os profissionais que acompanham os estudantes para alinhar apoios já utilizados. Recursos individuais de comunicação ou acesso devem continuar disponíveis durante as propostas.
Apresente o tema com perguntas próximas do cotidiano: “O que ajuda você a participar?” e “Como podemos organizar uma brincadeira para nosso grupo?”.
Etapa 1: minha marca na nossa turma
Leitura do poema e conversa inicial
Leia o poema da primeira atividade em voz alta. Convide as crianças a observar a ilustração e conversar sobre o que significa fazer parte de uma turma.
Pergunte do que gostam, quais brincadeiras preferem e como costumam mostrar suas ideias.
Na Educação Infantil, a leitura é mediada pelo adulto. Nos anos iniciais, pode acontecer de forma compartilhada, com participação dos estudantes conforme suas possibilidades.
Exploração da palavra “turma”
A ficha propõe localizar palavras no poema e investigar a palavra TURMA.
Explore a letra inicial, a letra final e a quantidade de letras. Se adequado ao planejamento, procure outras palavras que comecem com T.
Para crianças que ainda não realizam esses registros, utilize letras móveis, cartões e comparação com nomes conhecidos. A experiência deve permitir investigação, sem transformar o poema em uma sequência de cobranças.
Autorretrato e registro de preferências
Convide cada criança a desenhar a si mesma e completar os registros sobre seu nome e algo de que gosta.
A resposta pode ser escrita pela criança ou registrada pelo adulto a partir de sua comunicação. Organize um mural coletivo e valorize cada produção.
Etapa 2: cada um tem seu jeito
Leia o segundo poema e converse sobre tempo, respeito e aprendizagem. A atividade solicita o nome, uma preferência, a palavra que completa um trecho do poema e uma atitude que ajuda todos a participar.
Nos anos iniciais, incentive a busca da palavra “respeito” no texto. Depois, proponha a escrita de uma ação concreta, como explicar novamente ou deixar os materiais acessíveis.
Na pré-escola, registre coletivamente as sugestões e permita que as crianças representem suas ideias com desenhos.
Transforme a mensagem em experiência
Apresente o cartão sobre diferentes jeitos de aprender. Escolha uma brincadeira nova e explique suas regras de mais de uma maneira: falando, demonstrando e utilizando imagens.
Ao final, pergunte o que ajudou o grupo a compreender. Evite classificar crianças em tipos fixos de aprendizagem. O objetivo é ampliar as formas de ensinar e observar quais apoios funcionam em cada situação.
Etapa 3: um caminho para todos
Matemática com diferentes possibilidades de apoio
As duas versões da atividade permitem selecionar operações de acordo com os conhecimentos da turma. Na primeira, os estudantes resolvem adições e subtrações com números pequenos. Na segunda, aparecem operações de duas ordens, incluindo cálculos que podem exigir reagrupamento.
Em cada linha, o resultado correto deve ser pintado para construir o caminho até o parque. O percurso também pode seguir na diagonal.
Disponibilize materiais de contagem, desenhos, reta numérica ou outros recursos coerentes com a estratégia trabalhada. Converse sobre os procedimentos utilizados.
Na Educação Infantil, selecione experiências com quantidades e objetos concretos. A folha com operações escritas não precisa ser utilizada por todas as crianças.
Do caminho no papel ao espaço da escola
Observe as ilustrações do percurso e converse sobre acesso aos ambientes. Depois, investigue passagens da sala: estão livres? Os brinquedos podem ser alcançados? Há espaço suficiente entre os móveis?
A turma pode ajudar na organização de materiais e propor mudanças. Questões estruturais devem ser encaminhadas pelos adultos responsáveis pela instituição.
Etapa 4: vamos brincar juntos?
Pesquisa de brincadeiras
Leia o poema e apresente a entrevista proposta na atividade. A criança deverá conversar com uma pessoa da família ou da escola sobre uma brincadeira de sua infância, descobrir como se brinca e pensar em mudanças que ampliem a participação.
Oferecer a possibilidade de entrevistar alguém da escola permite realizar a pesquisa mesmo quando não houver um adulto disponível em casa. As respostas podem ser registradas por escrita, desenho ou com o professor como escriba.
Experimentação e revisão das regras
Escolha algumas brincadeiras pesquisadas e experimente com a turma. Observe se as regras permitem participação, se os materiais são acessíveis e se há necessidade de oferecer outros movimentos. Uma proposta com bola pode permitir rolar, lançar ou empurrar. Uma sequência corporal pode aceitar gestos com diferentes partes do corpo.
Convide as crianças a avaliar as mudanças. O professor acompanha para que os papéis oferecidos tenham participação significativa e sejam aceitos por quem os realizará.
Etapa 5: como posso participar?
A atividade apresenta três situações e recursos correspondentes:
| Situação | Recurso representado |
| Comunicar uma escolha | Imagens para comunicar |
| Acessar a escola | Rampa de acesso |
| Enxergar melhor as letras | Letras ampliadas |
Leia as legendas e converse antes de realizar as ligações. Explique que recursos podem ajudar a remover dificuldades de acesso, mas sua escolha depende das necessidades da pessoa. Letras ampliadas, por exemplo, não atendem automaticamente a todas as situações relacionadas à visão.
Comunicação e escuta
Utilize o cartão “Todos têm algo a dizer” para mostrar que podemos comunicar desejos de diferentes maneiras. Em uma escolha coletiva, ofereça opções com objetos, imagens e palavras. Dê tempo para responder e confirme o que foi indicado.
Um quadro de imagens criado para a atividade pode apoiar a turma, mas não deve substituir um sistema de comunicação individual já utilizado pela criança.
Como utilizar os dezesseis desafios
Os cartões funcionam melhor quando suas propostas são vividas e retomadas. Organize pequenos ciclos: leia um desafio, converse, experimente a ação e registre o que o grupo percebeu.
| Grupo de desafios | Experiências sugeridas |
| Convite e escuta | Convidar colegas e conhecer suas preferências |
| Comunicação e demonstração | Usar imagens, gestos e explicações em etapas |
| Ambiente e materiais | Liberar caminhos e organizar recursos ao alcance |
| Tempo e conforto | Respeitar o ritmo, combinar pausas e ajustar o barulho |
| Cooperação e respeito | Criar coletivamente e construir atitudes contra a zombaria |
No desafio de perguntar antes de ajudar, modele uma conversa. Na proposta de desenho coletivo, observe se cada criança encontra espaço e material para contribuir.
Para o cartão sobre pausas, combine um sinal acessível, como mostrar uma imagem ou fazer um gesto. A equipe precisa reconhecer esse pedido e orientar sua utilização.
Como jogar “Juntos, conseguimos!”
Montagem do tabuleiro
Imprima as páginas em A4, em tamanho real, seguindo as orientações do arquivo. Una a página 1 à página 2. Abaixo delas, coloque a página 3 ao lado da página 4. Fixe as partes pelo verso e recorte as doze fichas de situações. Prepare um dado comum e um marcador grande para representar toda a turma.
Regras do percurso
Coloque o marcador na casa 1. Em cada turno, uma criança lança o dado:
- Resultado 1 ou 2: avançar uma casa.
- Resultado 3 ou 4: avançar duas casas.
- Resultado 5 ou 6: avançar três casas.
Quando alcançar ou passar por uma estrela, pare nela e desconsidere os passos restantes. Retire uma ficha, leia a situação e converse com o grupo.
A próxima criança continua o percurso. Não é necessário retirar outra ficha apenas por o marcador permanecer naquela estrela. O jogo termina na casa 30. Não é preciso obter o número exato, e toda a turma vence.
Mediação das situações
As fichas abordam temas como entrar em uma brincadeira, liberar uma passagem, respeitar pausas, ampliar figuras e explicar uma regra de outra maneira.
Acolha diferentes respostas e ajude a transformá-las em ações possíveis. Os participantes podem contribuir com fala, gesto, desenho ou imagens.
Se necessário, uma criança escolhe quem lança o dado ou movimenta o marcador por ela. Ao terminar, selecionem uma atitude discutida para praticar na escola.
Cuidados pedagógicos durante o projeto
Evite pedir que uma criança represente uma deficiência ou que os colegas simulem suas condições. O projeto pode investigar barreiras e recursos por meio de situações fictícias, observação do ambiente e conversa.
Também não utilize diagnósticos ou dificuldades individuais como exemplos públicos. Trabalhe o tema sem exigir exposição pessoal. Quando houver zombaria, interrompa a ação e acolha a criança atingida. Converse com os envolvidos e acompanhe as relações depois do episódio.
Os estudantes podem cooperar entre si, mas a responsabilidade por organizar os apoios necessários continua sendo dos adultos e da instituição.
Cronograma sugerido
| Período | Propostas |
| Primeira semana | Poemas, autorretrato, preferências e cartões com mensagens |
| Segunda semana | Matemática, pesquisa de brincadeiras e recursos de participação |
| Terceira semana | Desafios, jogo cooperativo e culminância |
As etapas podem acontecer em pequenos grupos. Ajuste a duração para garantir participação e tempo de reflexão.
Avaliação e documentação
Observe tanto as aprendizagens das crianças quanto as condições oferecidas. Registre se os estudantes comunicam escolhas, propõem mudanças, pedem ajuda, respeitam diferentes tempos e participam das experiências coletivas.
Em leitura, escrita e matemática, acompanhe os objetivos definidos para a turma e os apoios utilizados. Pergunte também: “A orientação estava acessível?” e “O que precisamos reorganizar?”.
Quando alguém não participa, a avaliação deve considerar possíveis barreiras da proposta. Reúna desenhos, registros, falas e anotações. Compare cada criança com seu próprio percurso e valorize avanços concretos.
Culminância: uma turma que constrói possibilidades
Organize uma mostra com autorretratos, pesquisa de brincadeiras e propostas de mudanças. Crie espaços para conhecer o jogo e experimentar uma brincadeira reorganizada pela turma.
Cada criança pode escolher como contribuir. O grupo também pode produzir uma lista de ações para manter no cotidiano, como liberar passagens, oferecer opções e perguntar antes de ajudar.
Conclusão: todo mundo tem lugar quando pode participar
Um projeto de inclusão ganha força quando suas mensagens se tornam ações. Um caminho livre, uma orientação demonstrada, uma escolha respeitada e uma regra reorganizada podem ampliar o acesso às experiências escolares.
Os materiais do Conto e Movimento oferecem oportunidades para integrar leitura, escrita, matemática e brincadeiras a esse compromisso. Cabe ao professor selecionar as propostas, acompanhar os estudantes e ajustar os apoios ao longo do percurso.
Comece observando uma situação do cotidiano e uma mudança possível. Escute a turma, experimente soluções e avalie o que ajudou. Assim, a frase “todo mundo tem lugar” passa a ser reconhecida nas experiências que a escola oferece todos os dias.
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Um forte abraço, Eliene e Leticia – Conto e Movimento!
perguntas frequentes sobre inclusão na escola
O projeto pode acontecer em uma turma sem estudantes com deficiência?
Sim. Respeito, acessibilidade e participação são temas relevantes para toda a comunidade escolar. Não é necessário esperar a chegada de uma criança com deficiência para trabalhar essas questões.
Todas as crianças precisam realizar a mesma atividade?
Elas devem ter acesso às aprendizagens propostas, mas podem utilizar diferentes apoios, materiais e formas de resposta. O professor organiza os percursos conforme os objetivos e as necessidades observadas.
Como trabalhar o tema com crianças que ainda não leem?
Utilize leitura pelo adulto, imagens, objetos, desenhos e brincadeiras. As escolhas e ideias também podem ser comunicadas por gestos ou recursos já utilizados pela criança.
Os cartões resolvem as dificuldades de participação?
Eles apoiam conversas e experiências, mas precisam acompanhar mudanças reais no cotidiano. O professor observa as barreiras e ajusta o ambiente, os materiais e a mediação.
Como envolver as famílias?
Apresente os objetivos, compartilhe experiências e convide as famílias a contribuir com brincadeiras e informações sobre interesses e apoios. Preserve informações pessoais de cada estudante.

Leticia Borges e Eliene Andrade são duas professoras apaixonadas pela educação, pela criação de materiais didáticos e pela construção de uma escola mais criativa, inclusiva e verdadeiramente significativa. Unidas pelo desejo de transformar práticas pedagógicas, partilham experiências, reflexões e recursos que inspiram educadores. Para além da sala de aula, também se aventuram no universo da literatura infantil, sendo autoras de obras como Bruxolina Narizé e Vicente e o Resgate, que encantam crianças e promovem a imaginação e o gosto pela leitura.












