A semana do Dia das Crianças é uma excelente oportunidade para proporcionar experiências que unam aprendizagem, brincadeira, movimento, cultura e criatividade. Para professores alfabetizadores, a data também pode se transformar em um contexto significativo para trabalhar leitura, escrita, Matemática e diferentes áreas do conhecimento sem perder a essência lúdica da infância.
Por isso, preparamos uma sequência didática para o Dia das Crianças com 5 aulas, pensada especialmente para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
A proposta vai além de oferecer atividades impressas. Em cada aula, as crianças participam de rodas de conversa, jogos, desafios, brincadeiras, investigações e momentos de criação. Depois dessas experiências, as atividades servem para sistematizar e registrar aquilo que foi vivenciado.
Ao longo da semana, vamos explorar brinquedos e brincadeiras, leitura e interpretação, palavras e frases, alfabeto, números, situações-problema, espaços onde as crianças brincam, brincadeiras de outras gerações, movimento corporal e Arte.
Assim, a comemoração ganha intencionalidade pedagógica sem deixar de ser divertida.
Por que trabalhar o Dia das Crianças na alfabetização?
Datas comemorativas podem fazer parte do planejamento escolar quando são abordadas com objetivos claros e conectadas às aprendizagens que estão sendo desenvolvidas pela turma.
No caso do Dia das Crianças, existe uma vantagem especial: o tema está diretamente relacionado ao universo dos próprios alunos.
Brinquedos, brincadeiras, amigos, parques, jogos, desenhos, movimento e histórias fazem parte das experiências infantis. Isso cria oportunidades para o professor partir de conhecimentos que as crianças já possuem e ampliar gradativamente as aprendizagens.
Uma simples conversa sobre brinquedos, por exemplo, pode levar à exploração da letra inicial das palavras. Uma brincadeira de amarelinha pode abrir espaço para trabalhar sequência numérica.
Uma conversa com os avós sobre as brincadeiras da infância pode se transformar em uma investigação sobre passado e presente. Explore mais sobre esse assunto em: Brincadeiras de Antigamente: projeto integrador completo para alfabetização.
E uma festa com alimentos pode dar origem a problemas envolvendo adição, subtração e comparação de quantidades. É justamente essa integração que orienta a sequência a seguir.
Sequência didática para o Dia das Crianças
Tema: Brincar, aprender e celebrar a infância
Duração: 5 aulas
Público-alvo: turmas dos anos iniciais do Ensino Fundamental, especialmente 1º e 2º anos.
Componentes que podem ser explorados: Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Arte e Educação Física.
Objetivos da sequência didática
Ao longo das cinco aulas, espera-se proporcionar situações para que as crianças possam:
- desenvolver oralidade, leitura e escrita;
- compreender informações presentes em textos curtos;
- ampliar o repertório de palavras;
- reconhecer letras e a sequência alfabética;
- produzir e completar frases;
- reconhecer números e relacioná-los às respectivas quantidades;
- resolver situações-problema;
- estabelecer relações entre números;
- conhecer brinquedos e brincadeiras de diferentes gerações;
- reconhecer mudanças e permanências ao longo do tempo;
- perceber diferentes espaços de convivência;
- diferenciar elementos naturais e construídos;
- desenvolver coordenação motora e equilíbrio;
- experimentar diferentes possibilidades de expressão artística;
- compartilhar experiências e respeitar as vivências dos colegas.
Dia das Crianças e BNCC: como relacionar a proposta?
A Base Nacional Comum Curricular define as aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas pelos estudantes ao longo da Educação Básica e orienta currículos e propostas pedagógicas das redes e escolas brasileiras.
Nos anos iniciais, a própria organização da BNCC contempla componentes como Língua Portuguesa, Arte e Educação Física dentro da área de Linguagens, além de Matemática e dos componentes de Ciências Humanas.
Por isso, uma sequência interdisciplinar como esta permite criar diferentes situações de aprendizagem a partir de um mesmo contexto.
Em Língua Portuguesa, são propostas práticas de oralidade, leitura, compreensão, reconhecimento de palavras, reflexão sobre o sistema de escrita e produção de frases.
Em Matemática, aparecem contagem, sequência numérica, relação entre número e quantidade, comparação, adição, subtração e resolução de problemas.
Em História, as crianças investigam brinquedos e brincadeiras de outras gerações, percebendo mudanças e permanências. Em Geografia, observam os lugares onde as crianças brincam e analisam elementos naturais e construídos.
Em Arte, utilizam desenho, cores, linhas e formas para criar uma produção pessoal. Já as propostas envolvendo circuitos, saltos, equilíbrio e brincadeiras favorecem experiências relacionadas à Educação Física.
Como as habilidades específicas da BNCC variam conforme o ano escolar, o professor deve selecionar os códigos correspondentes à sua turma e ao currículo da rede de ensino. Dessa forma, evita-se utilizar uma mesma habilidade de maneira genérica para diferentes anos.
Para consultar a BNCC completa e outras possibilidades de aplicação pedagógica, vale conferir o conteúdo disponível no blog: Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na prática escolar (disponível para download gratuito) ou se preferir navegue no site oficial.
Agora, vamos às cinco aulas.
Aula 1 – Ser criança é brincar!
A primeira aula começa pelas experiências das próprias crianças.
Objetivos da aula
Desenvolver oralidade, leitura e compreensão; reconhecer informações explícitas em texto curto; ampliar o repertório relacionado às brincadeiras; ler palavras e formar frases.
1º momento – Roda de conversa
Organize a turma em círculo e inicie uma conversa:
Do que vocês mais gostam de brincar?
Depois, amplie as perguntas:
- Onde vocês costumam brincar?
- Com quem gostam de brincar?
- Qual é o brinquedo preferido de vocês?
- Podemos brincar sem brinquedos?
- Quais brincadeiras podem ser realizadas em grupo?
- Existem brincadeiras que vocês aprenderam com alguém da família?
Enquanto as crianças falam, registre no quadro os nomes das brincadeiras mencionadas.
Esse registro já pode se transformar em uma atividade de alfabetização. Leia as palavras com a turma, compare tamanhos, observe letras iniciais e encontre palavras que apresentam letras semelhantes.
2º momento – Leitura e exploração do texto
Apresente a atividade de leitura sobre Bia. O pequeno texto informa que Bia gosta de brincar e que brinca no parque com seus amigos. Antes da leitura, explore a ilustração. Pergunte:
Quem vocês imaginam que é essa criança? Onde ela está? O que está fazendo?
Faça a leitura em voz alta e, depois, realize uma leitura compartilhada. As crianças poderão localizar no texto informações para responder quem gosta de brincar, onde Bia brinca e com quem ela brinca.
Também deverão identificar, entre as imagens apresentadas, aquilo que Bia faz no parque.

3º momento – Brincando com palavras e frases
Apresente as palavras: BOLA – PIPA – PIÃO – URSO – CARRO
Faça a leitura coletiva e explore algumas características das palavras. Qual começa com B? Qual começa com P? Qual palavra possui mais letras? Quais são nomes de brinquedos?
Depois, as crianças realizam a atividade de leitura, cópia e formação de frases.

4º momento – Meu Dia das Crianças
Para encerrar, utilize a proposta de desenho livre. Cada criança deverá representar aquilo que mais gosta de fazer nessa comemoração.
Reserve alguns minutos para que os alunos apresentem suas produções. Esse momento valoriza a oralidade e mostra que cada criança pode viver a data de maneira diferente.

Aula 2 – Brincando com letras e números
Na segunda aula, brinquedos e brincadeiras se transformam em recursos para alfabetização e Matemática.
Objetivos da aula
Reconhecer a sequência alfabética; identificar letras iniciais; organizar palavras alfabeticamente; reconhecer sequências numéricas; relacionar números e quantidades; identificar números anteriores e posteriores.
1º momento – Alfabeto em movimento
Comece com uma brincadeira. Distribua letras móveis entre os alunos e desafie a turma a montar o alfabeto. Outra possibilidade é cada criança falar uma letra, seguindo a sequência. Faça pequenas intervenções:
Qual letra vem depois do A?
Qual vem antes do F?
Com que letra começa BOLA?
Quem possui um nome que começa com a mesma letra de PIPA?
2º momento – Brincando com o alfabeto
Apresente a atividade correspondente. As crianças deverão completar letras que faltam na sequência, identificar as letras iniciais dos desenhos e organizar nomes de brinquedos em ordem alfabética.
A atividade ainda permite trabalhar a associação entre imagens e letras indicadas. Para alunos em níveis iniciais de alfabetização, o alfabeto exposto na sala pode funcionar como fonte de consulta.

3º momento – Jogo dos números desaparecidos
Antes da atividade impressa, transforme a sequência numérica em brincadeira. Prepare cartões de 0 a 30 e organize-os no chão.
Leia a sequência com as crianças. Depois, peça que fechem os olhos e retire alguns números. Quando abrirem novamente, pergunte:
Qual número desapareceu?
Amplie o desafio perguntando quais números aparecem antes e depois daquele que foi retirado.
4º momento – Brincando com os números
Agora utilize a atividade matemática. As crianças poderão completar a sequência de 0 a 30, contar diferentes brinquedos, registrar quantidades, descobrir os vizinhos dos números e representar graficamente quantidades indicadas.
Materiais manipuláveis, como tampinhas, palitos e blocos, podem ajudar os alunos que ainda necessitam do apoio concreto.

Aula 3 – Brincadeiras que atravessam gerações
Será que nossos avós brincavam das mesmas coisas que as crianças brincam atualmente? Essa pergunta pode iniciar uma investigação muito interessante.
Objetivos da aula
Conhecer brincadeiras de diferentes gerações; perceber mudanças e permanências; desenvolver noções de passado e presente; valorizar relatos familiares e compreender que diferentes fontes ajudam a conhecer outras épocas.
1º momento – Brinquedos de ontem e de hoje
Apresente imagens ou objetos relacionados a:
- amarelinha;
- peteca;
- pião;
- bolinha de gude;
- videogame.
Pergunte quais as crianças conhecem. Em seguida:
Será que seus pais brincavam disso? E seus avós?
É importante evitar a ideia de que determinada brincadeira pertence exclusivamente ao passado. Muitas brincadeiras tradicionais continuam vivas e são praticadas atualmente.
2º momento – Observação e comparação
Utilize a atividade “Brincadeiras que atravessam gerações”. Explore as cenas de diferentes épocas e incentive a turma a observar roupas, brinquedos, espaços e formas de brincar. Pergunte:
O que mudou?
O que permaneceu parecido?
Essa comparação ajuda a criança a construir gradativamente noções relacionadas ao tempo histórico.

3º momento – Linha do tempo
Realize a proposta de organização dos brinquedos e brincadeiras de acordo com as gerações apresentadas. Converse também sobre as fontes que nos ajudam a conhecer o passado. Fotografias, objetos e relatos de pessoas são exemplos que podem revelar informações sobre outras épocas.
4º momento – Entrevista com a família
Proponha uma pequena pesquisa:
“Qual era sua brincadeira preferida quando você era criança?”
A criança poderá entrevistar um avô, avó, pai, mãe, tio, tia, vizinho ou outra pessoa mais velha. Depois, as descobertas podem compor um mural:
BRINCADEIRAS QUE ATRAVESSAM GERAÇÕES
Além de aproximar família e escola, essa proposta mostra às crianças que as histórias das pessoas também são fontes de conhecimento.
5º momento – Vamos experimentar?
Escolha uma brincadeira tradicional citada durante a aula. Pode ser amarelinha, roda, peteca ou outra adequada à realidade da turma. Termine a aula brincando!
Aula 4 – Onde brincam as crianças? Movimento e diversão
Na quarta aula, a aprendizagem sai do papel e ganha movimento.
Objetivos da aula
Identificar diferentes espaços de convivência; reconhecer elementos naturais e construídos; desenvolver orientação espacial, coordenação motora ampla e equilíbrio.
1º momento – Onde podemos brincar?
Apresente a ilustração da atividade “Onde brincam as crianças?”. Explore os diferentes espaços:
CASA – ESCOLA – PRAÇA – RUA – CAMPO – CERRADO
Peça que os alunos observem pessoas, construções, vegetação e demais elementos. Converse também sobre segurança: nem todo espaço é adequado para brincar sem supervisão.

2º momento – Natural ou construído?
Explore com a turma a diferença entre elementos da natureza e aqueles construídos pelas pessoas. Depois, realize a proposta da ficha, na qual as crianças identificam e diferenciam esses elementos.
3º momento – O caminho da brincadeira
Explore o percurso apresentado entre escola e praça. Faça perguntas como:
- O que está perto da escola?
- O que está mais distante?
- Por onde podemos passar?
- Existem diferentes caminhos?
Depois, as crianças registram o percurso solicitado.
4º momento – Circuito Movimento e Diversão
Agora é hora de transformar as propostas da atividade impressa em experiências corporais. Monte quatro pequenas estações.
Estação 1 – Caminhos: faça linhas retas, curvas e em zigue-zague no chão para as crianças percorrerem.
Estação 2 – Encontre o igual: distribua cartões de brinquedos e peça que encontrem os pares.
Estação 3 – Pule os círculos: utilize bambolês ou círculos marcados no chão e determine diferentes sequências de saltos.
Estação 4 – Equilíbrio: faça uma linha até uma bandeirinha e desafie as crianças a caminhar sobre ela mantendo o equilíbrio.
Depois da vivência, utilize a ficha “Movimento e diversão!” para sistematizar a experiência.

Aula 5 – Matemática, cultura e arte na Quitanda de Goiás
A última aula integra Matemática, elementos da cultura regional e produção artística.
Objetivos da aula
Contar e comparar quantidades; resolver adições e subtrações; interpretar situações-problema; reconhecer alimentos presentes no contexto regional; criar uma produção artística utilizando cores, formas e desenhos.
1º momento – Uma festa cheia de sabores
Apresente as atividades “Dia das Crianças na Quitanda de Goiás”.
Explore alimentos presentes no material, como:
- pamonha;
- pão de queijo;
- empadinha;
- bolo de fubá;
- doce de pequi;
- curau.
Pergunte quais alimentos as crianças conhecem e se já experimentaram algum deles.
Além de contextualizar a Matemática, a conversa valoriza referências culturais próximas da realidade brasileira e, particularmente, elementos presentes na proposta ambientada em Goiás.


2º momento – Matemática na quitanda
Utilize as duas atividades da Quitanda para explorar diferentes conhecimentos matemáticos. As crianças encontrarão propostas envolvendo contagem, adição, subtração, comparação, sequência crescente, tabelas e situações-problema.
Não transforme a atividade apenas em uma lista de contas. Leia cada situação com a turma e pergunte:
O que precisamos descobrir?
Quais informações já temos?
Como podemos encontrar a resposta?
3º momento – Desafio do quintal
Utilize materiais concretos para representar alguns problemas. Por exemplo:
“Havia 10 pães de queijo. As crianças comeram 4. Quantos sobraram?”
Os alunos podem representar os alimentos com tampinhas e retirar quatro unidades. Depois de compreenderem a situação, registram a estratégia utilizada.
4º momento – Meu pião, minha arte
Apresente a proposta artística do pião. Converse sobre as cores e formas encontradas na natureza e em diferentes manifestações visuais.
Cada criança deverá decorar seu pião utilizando cores, formas, linhas e elementos que considere representativos. Depois, poderá criar um nome para sua obra.

5º momento – Encerramento
Termine a sequência com uma roda de conversa. Pergunte:
O que você mais gostou de fazer durante a semana?
Qual brincadeira gostaria de repetir?
O que descobriu sobre as brincadeiras de antigamente?
Qual foi sua maior descoberta?
O que significa ser criança para você?
Produto final: Mostra Nossa Semana da Criança
Para dar sentido ao percurso realizado, organize uma pequena exposição na sala, corredor ou outro espaço da escola. Podem fazer parte da mostra:
- desenhos das crianças;
- produções escritas;
- mural das brincadeiras de diferentes gerações;
- entrevistas realizadas com as famílias;
- atividades matemáticas;
- produções artísticas dos piões;
- fotografias das brincadeiras e do circuito, quando houver autorização para os registros.
A exposição permite que as crianças reconheçam o próprio percurso de aprendizagem e compartilhem suas produções.
Como avaliar essa sequência didática?
A avaliação deve acontecer durante todo o processo. Observe como cada aluno participa das conversas, formula hipóteses, lê, escreve, conta, resolve problemas, movimenta-se e interage com os colegas.
Alguns aspectos que podem ser registrados são:
- participação e oralidade;
- compreensão das leituras;
- avanços na escrita;
- reconhecimento de letras e palavras;
- relação entre números e quantidades;
- estratégias de resolução de problemas;
- compreensão de passado e presente;
- identificação de elementos naturais e construídos;
- coordenação motora;
- criatividade;
- autonomia;
- cooperação.
O erro também fornece informações importantes sobre as hipóteses e estratégias da criança. Por isso, a avaliação pode ser utilizada para orientar intervenções e reorganizar propostas futuras.
Como adaptar as atividades para diferentes níveis de alfabetização?
Em uma mesma turma, é comum encontrar crianças em diferentes momentos do processo de aprendizagem. Por isso, a sequência pode ser flexibilizada.
Para crianças que necessitam de maior apoio, utilize alfabeto móvel, banco de palavras, leitura compartilhada, materiais manipuláveis, duplas produtivas e intervenções mais próximas.
Para aquelas que já apresentam maior autonomia, amplie os desafios. Elas podem escrever novas frases, produzir pequenos textos, elaborar problemas matemáticos para os colegas ou registrar por escrito a entrevista sobre as brincadeiras de outras gerações.
Assim, todos trabalham a partir do mesmo tema, mas encontram desafios adequados às suas possibilidades.
Por que unir brincadeira e alfabetização?
Nos anos iniciais, brincar e aprender não precisam ocupar espaços opostos. Uma brincadeira pode gerar uma lista de palavras. Uma conversa pode anteceder uma produção escrita.
Um jogo pode mobilizar conhecimentos matemáticos. Uma entrevista pode ampliar a oralidade e posteriormente gerar registros. O ponto central está na intencionalidade do professor.
Quando há planejamento, boas perguntas, observação e intervenções adequadas, experiências lúdicas podem criar contextos significativos para diferentes aprendizagens.
Essa perspectiva também conversa com a organização da BNCC para os anos iniciais, que apresenta aprendizagens específicas em Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e Matemática, entre outros componentes.
Dúvidas comuns sobre atividades para o Dia das Crianças
É necessário trabalhar somente atividades recreativas nessa semana?
Não. É possível preservar o caráter alegre da comemoração e, ao mesmo tempo, desenvolver propostas com intencionalidade pedagógica. O importante é evitar transformar a semana em uma sucessão de exercícios descontextualizados.
Posso utilizar a sequência no 1º ano?
Sim. As propostas são especialmente adequadas ao período de alfabetização. O professor deve adaptar leitura, escrita e situações matemáticas ao nível de desenvolvimento da turma.
E no 2º ano?
Também. Para alunos mais autônomos, aumente os desafios de leitura, escrita e resolução de problemas.
Preciso aplicar todas as fichas?
Não. O planejamento deve atender às necessidades reais da turma. O professor pode selecionar, reorganizar ou ampliar as propostas.
Posso trabalhar a sequência de maneira interdisciplinar?
Sim. Essa é justamente uma das principais características da proposta, que articula diferentes componentes curriculares em torno de um contexto comum.
Conclusão
Trabalhar o Dia das Crianças na alfabetização pode ser muito mais do que preencher a semana com atividades comemorativas.
Quando existe planejamento e intencionalidade, um tema tão próximo do universo infantil pode favorecer aprendizagens de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Arte e Educação Física, além de abrir espaço para movimento, interação, criatividade e valorização das experiências das crianças.
A sequência de cinco aulas apresentada aqui foi organizada justamente com esse propósito: transformar as atividades em um percurso de aprendizagem.
Começamos pelas brincadeiras e experiências das próprias crianças, avançamos pela leitura, escrita, alfabeto e números, investigamos brincadeiras de diferentes gerações, exploramos espaços e movimento e encerramos com Matemática, cultura e Arte.
Mais importante do que realizar todas as propostas é observar sua turma e adaptar o planejamento.
Afinal, uma boa sequência didática não é aquela em que todos fazem exatamente a mesma coisa da mesma maneira. É aquela em que o professor sabe onde deseja chegar e cria diferentes caminhos para que seus alunos possam aprender.
Que esta Semana da Criança seja repleta de descobertas, brincadeiras, boas conversas e aprendizagens significativas!
Continue navegando pelo blog e descubra novas atividades de alfabetização, matemática, arte e datas comemorativas para enriquecer seu planejamento.
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Um forte abraço,
Eliene e Leticia – Conto e movimento!
Dia das Crianças na escola
1. O que trabalhar no Dia das Crianças na alfabetização?
É possível desenvolver leitura, escrita, oralidade, Matemática, Arte, movimento e conhecimentos sobre cultura e brincadeiras. O ideal é relacionar os conteúdos às experiências infantis.
Como fazer uma aula divertida para o Dia das Crianças?
Combine momentos de aprendizagem com experiências práticas. Rodas de conversa, circuitos motores, jogos, brincadeiras tradicionais, desafios matemáticos, desenhos e produções artísticas ajudam a tornar a aula participativa.
Como trabalhar o Dia das Crianças de acordo com a BNCC?
O tema pode funcionar como contexto para desenvolver aprendizagens previstas para cada ano e componente curricular. A BNCC é um documento normativo que estabelece aprendizagens essenciais para a Educação Básica brasileira. O professor deve consultar as habilidades correspondentes ao ano em que atua e relacioná-las às propostas selecionadas.
Quais atividades de alfabetização podem ser feitas nessa data?
Leitura de pequenos textos, listas de brinquedos e brincadeiras, identificação de letras iniciais, ordem alfabética, formação de frases, entrevistas, desenhos acompanhados de registros e pequenas produções textuais são algumas possibilidades.
Como trabalhar Matemática durante a Semana da Criança?
Brinquedos, jogos e situações de festa podem contextualizar contagem, comparação de quantidades, sequência numérica, antecessor e sucessor, adição, subtração, tabelas e resolução de problemas.

Leticia Borges e Eliene Andrade são duas professoras apaixonadas pela educação, pela criação de materiais didáticos e pela construção de uma escola mais criativa, inclusiva e verdadeiramente significativa. Unidas pelo desejo de transformar práticas pedagógicas, partilham experiências, reflexões e recursos que inspiram educadores. Para além da sala de aula, também se aventuram no universo da literatura infantil, sendo autoras de obras como Bruxolina Narizé e Vicente e o Resgate, que encantam crianças e promovem a imaginação e o gosto pela leitura.

