Aprendizagem nas férias

Aprendizagem nas Férias: 15 Ideias para Aprender Brincando

ALFABETIZAÇÃO
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Atualizado em 31/08/2026 às 17:01

As férias escolares chegaram! É tempo de descansar, brincar, passear, dormir um pouco mais, conviver com a família e aproveitar momentos que nem sempre cabem na rotina corrida do período letivo.

Mas será que as férias precisam ser completamente separadas da aprendizagem? Não.

A aprendizagem nas férias pode acontecer de maneira muito mais leve do que imaginamos. Uma receita preparada em família, uma ida ao mercado, uma brincadeira de palavras, uma história antes de dormir ou uma viagem podem proporcionar situações ricas de leitura, escrita, matemática, oralidade e descoberta.

E existe uma diferença importante: não estamos falando de transformar as férias em escola.

Para crianças em fase de alfabetização, o mais interessante é aproveitar situações reais do cotidiano para brincar, conversar, observar, ler, contar, comparar, criar e escrever quando houver uma razão para isso.

Por isso, reunimos neste post 15 ideias de atividades e brincadeiras para favorecer a aprendizagem nas férias, sem deixar de lado aquilo que as crianças mais precisam nesse período: tempo para brincar e descansar.

Sumário

Aprendizagem nas férias: é preciso estudar?

Não necessariamente. Durante as férias, a criança não precisa seguir uma rotina escolar rígida para continuar aprendendo. O cotidiano já oferece inúmeras oportunidades.

Ao preparar um bolo, por exemplo, ela pode observar quantidades e medidas. Ao escolher um livro, entra em contato com a leitura. Ao brincar de mercado, utiliza números e desenvolve situações de compra e venda. Ao contar uma história, organiza ideias e amplia o vocabulário.

Por isso, uma boa proposta de aprendizagem nas férias é aquela que acontece de forma natural e respeita o interesse da criança.

O objetivo não é preencher cada momento livre com atividades pedagógicas. É perceber que brincar, conversar, explorar e viver novas experiências também são formas de aprender.

15 ideias de aprendizagem nas férias para crianças em fase de alfabetização

As sugestões abaixo podem ser adaptadas de acordo com a idade, o nível de alfabetização e os interesses de cada criança.

1. Caça ao alfabeto pela casa

Que tal transformar a casa em um grande laboratório de letras?

Convide a criança a procurar objetos que comecem com diferentes letras.

Por exemplo:

A – ARMÁRIO

B – BOLA

C – COPO

D – DADO

A criança pode desenhar os objetos encontrados ou registrar algumas das palavras.

Para deixar a brincadeira mais interessante, o adulto pode escolher uma letra e perguntar:

“O que encontramos aqui em casa que começa com essa letra?”

Essa atividade favorece a percepção dos sons iniciais das palavras, a ampliação do vocabulário e a relação entre fala e escrita.

2. Receita em família

A cozinha pode se transformar em um espaço de aprendizagem muito divertido.

Escolham uma receita simples, como bolo, salada de frutas, vitamina ou biscoitos.

Antes de começar, leiam juntos os ingredientes.

Depois, a criança pode:

  • contar os ingredientes;
  • identificar números;
  • observar medidas;
  • separar objetos;
  • comparar quantidades;
  • reconhecer palavras;
  • acompanhar as etapas da receita.

Ao final, pode desenhar o que prepararam ou escrever uma frase sobre a experiência.

“EU FIZ BOLO COM A MINHA FAMÍLIA.”

Além de aproximar a criança da leitura funcional, a atividade mostra que a matemática e a linguagem fazem parte da vida cotidiana.

3. Roda de adivinhas

As adivinhas são ótimas para uma tarde em família.

Um adulto pode começar:

“O QUE É, O QUE É? TEM DENTES, MAS NÃO MORDE?”

Depois, a criança pode criar suas próprias adivinhas.

Além da diversão, essa brincadeira estimula a escuta, a atenção, a oralidade e a compreensão de pistas.

Também pode ser complementada com o registro escrito de algumas palavras.

4. Trava-línguas para brincar com os sons

Os trava-línguas podem render muitas risadas durante as férias.

Escolha frases curtas e convide a criança a repetir.

Depois, brinquem de:

Falar devagar.

Falar rápido.

Repetir juntos.

Descobrir palavras que começam com o mesmo som.

Essa brincadeira pode favorecer a percepção sonora da língua e a expressão oral, sem a necessidade de transformar a atividade em exercício formal.

5. Caixa de histórias

Separe uma caixa ou sacola e coloque dentro alguns objetos variados.

Pode ser:

  • uma colher;
  • uma bola;
  • uma chave;
  • um boneco;
  • uma fita;
  • uma pedra;
  • um carrinho;
  • uma flor.

A criança retira três objetos e precisa inventar uma história envolvendo todos eles.

Depois, pode desenhar a história ou contá-la para alguém da família.

Para crianças que já escrevem com maior autonomia, o desafio pode ser produzir algumas frases.

Essa proposta trabalha criatividade, oralidade, imaginação e construção narrativa.

6. Desafio das palavras durante um passeio

Não é preciso estar em uma viagem para brincar com as palavras.

Durante uma caminhada, passeio ou ida ao mercado, observe o ambiente.

Pergunte:

“QUAL PALAVRA VOCÊ CONSEGUE LER?”

“QUAL É A PALAVRA MAIS COMPRIDA QUE ENCONTRAMOS?”

“VOCÊ ENCONTROU ALGUMA PALAVRA QUE COMEÇA COM A LETRA DO SEU NOME?”

Placas, lojas, embalagens e cartazes podem se transformar em materiais espontâneos de leitura.

É uma maneira simples de mostrar que a leitura está presente em muitos lugares fora da escola.

7. Jogo da memória com letras e palavras

É possível criar um jogo de memória utilizando materiais simples.

Faça pares como:

B – BOLA

C – CASA

P – PATO

S – SAPO

Dependendo do nível da criança, os pares podem ser formados por:

  • letra + imagem;
  • palavra + imagem;
  • palavra + palavra.

A atividade pode ser adaptada para trabalhar palavras conhecidas pela criança, tornando o desafio mais significativo.

8. Diário ilustrado das férias

As experiências das férias também podem virar pequenos textos. Entregue à criança um caderno ou algumas folhas e convide-a a registrar momentos especiais.

Ela pode desenhar e completar frases como:

“HOJE EU…”

“EU FUI…”

“EU GOSTEI DE…”

“MINHA MELHOR LEMBRANÇA FOI…”

Não é necessário escrever todos os dias.

O importante é que a criança tenha uma experiência real para contar e encontre uma finalidade para sua escrita.

Essa atividade é especialmente interessante para crianças em processo de alfabetização porque aproxima escrita e experiência pessoal.

9. Amarelinha das palavras

A tradicional amarelinha pode ganhar uma nova versão.

Em vez de números, algumas casas podem receber sílabas.

Por exemplo:

CA – SA – BO – LA – PA – TO

A criança pula nas casas e depois tenta formar palavras com as sílabas.

Outra possibilidade é escrever palavras simples nas casas e pedir que a criança leia aquela em que caiu.

O adulto deve adaptar a dificuldade ao nível de aprendizagem da criança.

10. Stop das férias

O conhecido jogo Stop pode ganhar categorias relacionadas ao cotidiano.

Para crianças que estão começando a escrever, utilize categorias simples:

NOME

ANIMAL

COMIDA

BRINQUEDO

COR

Para crianças com mais autonomia, acrescente novas categorias.

Além de estimular a escrita, a brincadeira amplia o vocabulário e favorece a rapidez para recuperar palavras conhecidas.

11. Caça-palavras com temas do cotidiano

Prepare um pequeno caça-palavras com palavras que façam parte do universo da criança.

Por exemplo:

FAMÍLIA – CASA – BOLA – PRAIA – PARQUE – SORVETE – AMIGO

Depois de encontrar as palavras, a criança pode escolher duas ou três e criar frases.

Uma variação interessante é pedir que ela própria monte um caça-palavras para outra pessoa resolver.

Assim, além de procurar palavras, a criança precisa pensar sobre quais palavras deseja esconder.

12. Brincadeira de mercado

Monte um pequeno mercado utilizando embalagens vazias e objetos seguros da casa.

A criança pode escolher os produtos, organizar as prateleiras e brincar de comprar e vender.

Utilize etiquetas com preços simples.

Por exemplo:

BOLA – R$ 5

SUCO – R$ 3

BISCOITO – R$ 4

A brincadeira permite explorar números, comparação de quantidades, leitura de palavras e situações de uso social da matemática.

Mais importante: a criança aprende brincando de representar uma situação que faz parte da vida cotidiana.

13. História em família

Reserve alguns minutos para ler ou contar uma história.

Depois, converse sobre ela.

Pergunte:

“QUAL FOI SUA PARTE FAVORITA?”

“QUEM ERA O PERSONAGEM PRINCIPAL?”

“O QUE ACONTECEU NO FINAL?”

“SE VOCÊ PUDESSE MUDAR O FINAL, O QUE ACONTECERIA?”

A criança também pode desenhar uma cena da história ou criar outro final.

Momentos de leitura compartilhada ajudam a aproximar a criança dos livros e fortalecem a relação afetiva com a leitura.

14. Lista de coisas para fazer nas férias

Que tal deixar a criança participar do planejamento das próprias férias?

Juntos, vocês podem criar uma lista:

BRINCAR DE BICICLETA

FAZER BOLO

LER UMA HISTÓRIA

IR AO PARQUE

VISITAR A VOVÓ

FAZER UM DESENHO

Depois, a criança pode acompanhar a lista e marcar o que já foi realizado. Essa atividade simples apresenta uma função real para a leitura e para a escrita.

Conto e Movimento também preparou um material lúdico que ajuda as famílias a planejarem pequenas experiências durante o período de férias: Kit de Férias gratuito: calendário lúdico para crianças

15. Caixa das férias criativas

Essa pode ser uma das propostas mais divertidas.

Separe uma caixa com materiais simples:

  • folhas;
  • lápis de cor;
  • giz de cera;
  • revistas;
  • massinha;
  • barbante;
  • tampinhas;
  • dados;
  • palitos;
  • papéis coloridos.

Em pequenos cartões, coloque sugestões de desafios.

Por exemplo:

FAÇA UM DESENHO SOBRE UMA HISTÓRIA.

CRIE UMA PALAVRA ENGRAÇADA.

MONTE UMA FIGURA COM AS TAMPINHAS.

INVENTE UMA HISTÓRIA.

DESENHE SEU PASSEIO FAVORITO.

CRIE UM JOGO.

A criança pode escolher um cartão quando quiser brincar.

Não precisa existir uma atividade para cada dia.

Como manter a aprendizagem nas férias sem transformar a casa em escola?

Essa talvez seja a pergunta mais importante.

A resposta está em trocar a obrigação pela oportunidade.

Em vez de:

“Você precisa fazer uma atividade hoje.”

Experimente:

“Vamos preparar uma receita juntos?”

Em vez de:

“Você precisa escrever.”

Experimente:

“Quer escrever uma lista para nós?”

Em vez de:

“Vamos estudar matemática.”

Experimente:

“Quantos ingredientes precisamos?”

Pequenas mudanças na forma de apresentar uma proposta podem transformar uma tarefa em uma experiência prazerosa.

O brincar também faz parte da aprendizagem

Durante as férias, é importante preservar o tempo destinado ao brincar livre.

Nem toda brincadeira precisa ter um objetivo pedagógico definido.

A criança pode simplesmente brincar.

Pode correr, inventar personagens, construir uma cabana, brincar com água, jogar bola, conversar com os amigos ou ficar imaginando histórias.

Esses momentos também são importantes para o desenvolvimento infantil.

Por isso, falar em aprendizagem nas férias não significa preencher o tempo da criança com exercícios.

Significa reconhecer que as aprendizagens podem acontecer em diferentes contextos.

Como as famílias podem estimular a alfabetização nas férias?

Para crianças em fase de alfabetização, algumas atitudes simples fazem muita diferença.

Leia com a criança

Escolha livros, histórias, quadrinhos, revistas ou outros textos que despertem interesse.

Não precisa estabelecer uma quantidade obrigatória de páginas.

O objetivo é criar momentos agradáveis de contato com a leitura.

Converse bastante

Pergunte sobre os lugares visitados, as brincadeiras, os sentimentos e as descobertas.

A conversa ajuda a criança a organizar ideias e ampliar seu repertório linguístico.

Incentive a escrita com propósito

Listas, bilhetes, convites, legendas, receitas e pequenos registros são excelentes oportunidades.

Valorize as tentativas

Durante a alfabetização, a criança está construindo conhecimentos sobre a escrita. Por isso, nem toda produção precisa estar perfeita.

O adulto pode ajudar sem apagar a autoria da criança.

E se a criança não viajar durante as férias?

Isso merece atenção. Uma criança não precisa viajar para ter férias interessantes ou experiências significativas.

As férias podem acontecer em casa, no bairro, na praça, na casa dos avós ou em outros espaços próximos.

Uma brincadeira com irmãos, uma receita feita em família, uma história contada antes de dormir ou uma tarde desenhando também podem render boas memórias.

Por isso, evite propostas que façam a criança comparar suas férias com as dos colegas.

Aprendizagem significativa não depende de viagens caras ou grandes passeios.

Depende de experiências que façam sentido para a criança.

Aprendizagem nas férias e BNCC

As propostas de aprendizagem nas férias podem dialogar com diferentes habilidades da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), especialmente quando envolvem oralidade, leitura, escrita, produção de textos, conhecimentos matemáticos e uso social da linguagem.

Para crianças do 1º ano, por exemplo, atividades de escrita espontânea podem dialogar com a habilidade EF01LP02, relacionada à escrita de palavras e frases de forma alfabética, espontaneamente ou por ditado.

Brincadeiras envolvendo sons das palavras podem ser relacionadas a habilidades de análise linguística e consciência fonológica, enquanto situações de leitura de listas, placas, receitas e outros textos aproximam a criança das práticas sociais de leitura.

Nas propostas matemáticas, atividades como receitas, brincadeiras de mercado, contagem e comparação de quantidades também podem ser articuladas às habilidades previstas para o ano escolar.

Importante: a BNCC não determina que as crianças devam realizar atividades escolares durante as férias. A relação com as habilidades deve servir como referência para o professor compreender os conhecimentos mobilizados pelas propostas, especialmente quando algumas atividades forem utilizadas no contexto escolar antes ou depois do período de férias.

Professor: como aproveitar essas experiências no retorno às aulas?

As férias também podem oferecer um excelente ponto de partida para o acolhimento da turma.

No retorno, o professor pode perguntar:

“O QUE VOCÊ MAIS GOSTOU DE FAZER NAS FÉRIAS?”

A partir das respostas, é possível criar:

  • roda de conversa;
  • lista coletiva;
  • mural das férias;
  • produção de frases;
  • desenhos com legendas;
  • gráfico das brincadeiras preferidas;
  • leitura das palavras mais citadas;
  • produção de texto coletivo;
  • relato de experiências;
  • atividades de matemática a partir dos dados da turma.

Assim, as experiências vividas pelas crianças passam a fazer parte do planejamento pedagógico.

Aprendizagem nas férias: menos obrigação, mais experiências

As férias não precisam ser vistas como um período em que a criança corre o risco de “esquecer tudo” porque não está realizando atividades escolares diariamente.

O desenvolvimento acontece em muitos espaços e situações. A criança aprende quando brinca, conversa, pergunta, observa, experimenta, conta, compara, imagina, lê e cria.

Por isso, a melhor proposta de aprendizagem nas férias é aquela que respeita o descanso e, ao mesmo tempo, oferece oportunidades espontâneas de descoberta.

  • Uma receita pode virar matemática.
  • Uma placa pode virar leitura.
  • Uma brincadeira pode virar escrita.
  • Uma história pode virar desenho.
  • Um passeio pode virar uma conversa.
  • E uma simples lembrança pode virar um texto.

Conclusão: férias também são tempo de aprender brincando

A aprendizagem nas férias não precisa acontecer em uma mesa cheia de exercícios.

Ela pode acontecer na cozinha, no parque, durante uma viagem, em uma brincadeira, em uma conversa ou simplesmente durante a leitura de uma história antes de dormir.

Para as crianças em fase de alfabetização, essas experiências podem ampliar o contato com a linguagem, estimular a curiosidade e criar situações reais para ler, escrever, contar e descobrir.

Mas existe uma mensagem que vale reforçar: férias também são férias.

A criança precisa de tempo para descansar, brincar livremente, conviver e simplesmente ser criança.

Por isso, mais do que preparar uma lista enorme de tarefas, que tal oferecer oportunidades?

  • Uma história para ouvir.
  • Uma receita para preparar.
  • Uma brincadeira para inventar.
  • Uma palavra para descobrir.
  • Uma experiência para contar.

É assim que podemos favorecer a aprendizagem nas férias sem abrir mão do que torna esse período tão especial: o brincar.

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Um forte abraço,

Eliene e Leticia – Conto e movimento!

Como manter a aprendizagem nas férias?

A melhor maneira é aproveitar situações naturais do cotidiano, como leitura de histórias, brincadeiras com palavras, receitas, jogos, passeios, listas e conversas, sem transformar as férias em uma rotina escolar.

Criança precisa fazer atividades escolares nas férias?

Não. O período de férias deve preservar o descanso, o brincar e a convivência. Atividades educativas podem ser oferecidas de maneira opcional, leve e prazerosa.

Como trabalhar alfabetização nas férias?

Leia histórias, brinque com rimas e palavras, incentive listas e pequenos registros, explore textos do cotidiano e converse bastante com a criança.

Quais atividades ajudam na aprendizagem nas férias?

Receitas, jogos de memória, caça-palavras, adivinhas, histórias, brincadeiras tradicionais, listas, diário ilustrado, brincadeiras de mercado e desafios com palavras são algumas possibilidades.

Como ensinar matemática durante as férias?

A matemática pode aparecer em situações reais: contar objetos, comparar quantidades, medir ingredientes, observar preços, organizar brinquedos ou participar de jogos.

Como incentivar a leitura durante as férias?

Deixe livros acessíveis e permita que a criança escolha histórias de acordo com seus interesses. A leitura compartilhada com um adulto também torna o momento mais prazeroso.

O que fazer se a criança não quiser realizar atividades?

Respeite. As férias também são tempo de descanso e brincadeira livre. O adulto pode oferecer experiências de leitura, jogos e criação sem transformar a participação em obrigação.

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